CRÓNICA DE FARO

JOÃO LEAL

O CÉSAR, PINTOR DE PROFISSÃO E ARTISTA TEATRAL

 É uma das figuras populares da minha Ribeira. Homem feito e chefe de família quando eu era um gaiato, distribuía a sua vida entre o trabalho, de que era como meu saudoso Pai, requisitado pintor da construção civil e o palco, onde foi anos seguidos um aplaudido amador. O seu palco por excelência, onde maioritariamente exibia as sua inatas qualidades histriónicas era o do extinto Clube Recreativo 20 de Janeiro, na Rua do Alportel.

Ali tive, desde menino e moço, de ver o artista César em «dramas de faca e alguidar» ou em comédias, desta feita de chorar a rir.

Era um tempo em que pontificavam no teatro local os consagrados José Féria Pavão e João Veríssimo, merecidamente com os seus nomes a figurarem na toponímia local.

O César, pintor de profissão e amador teatral por prazer, morava no início da típica Rua da Barqueta, em prédio derruído e onde hoje funciona um restaurante de cozinha oriental. Do outro lado da artéria ficava a «Mercearia do Zé da Avó», um histórico jogador de futebol dos tempos iniciais do Sporting Clube Farense e mais adiante morava a idosa e mui respeitosa sra. Santana e lá mais à frente o «homem do mar», que era o João Viriato.

 Casado com a D. Balbina não deixou herdeiros que prosseguissem a carreira teatral do recordado César, pintor e aplaudido artista «cabeça de cartaz» do saudoso 20 de Janeiro. 


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