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CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

FESTIVAL DE «BLUES» NA RIA  Fuseta, «a noiva branca do mar», típica freguesia olhanense, viveu, com rara intensidade, a edição inaugural do «Festival de Blues na Ria», um acontecimento que durante dois dias, comportou a actuação de conhecidos artistas nacionais e estrangeiros, conferências, debates e outros eventos num programa completíssimo e de que se pede apenas a sua repetição no ano de 2027 e seguintes. Organização da Associação Cultural Fusetense, de que a «alma mater» continua a ser o conhecido Domingos Caetano, com o apoio da Câmara Municipal de Olhão, decorreu no Cinema Topázio, que foi uma generosa dádiva do saudoso empresário Julião Florentino Topa à Junta de Freguesia da Fuseta, quando era presidente deste órgão autárquico o lembrado Leovigildo Mendes. Hoje, passados anos desta preciosa oferta, esta sala de espectáculos tem uma relevante acção no campo da formação artística e cultural. O «I Festival de Blues na Ria» reafirma o mérito dos «filhos da Fuseta» no seu apego ...

MANIFESTAÇÃO DOS ALUNOS DA E. T. C.

      Tal como noutras escolas do País os alunos da Escola Secundária Tomás Cabreira realizam no dia 26 de Outubro uma manifestação frente ao portão principal a qual visa: «exigir mais investimentos na escola pública, mais democracia e o fim dos exames nacionais». João Leal

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL

PALACETE BELMARÇO RESTAURADO      É uma das mais valiosas peças do património edificado em Faro e um dos seus mais expressivos ex-libris citadinos. Ali, na Praça D, Marcelino Franco, entre o centro citadino (Rua de Santo António) e a zona histórica (Vila-a-Dentro) esta notável obra revivalista (Arte Nova), após várias vicissitudes, foi agora alvo de notável recuperação que lhe restituiu toda a beleza e magnificência. Para proporcionar ao público farense o conhecimento do Palacete Belmarço esteve o mesmo aberto, havendo necessidade de promover duas visitas, face, felizmente ao muito público aderente e orientadas pelo Dr. Marco Lopes (dedicado e insigne Director doa Museus Municipais), organizadas pela Associação Cultural Música XXI e no âmbito do ciclo «Noites da Lua Nova».                   O projecto foi da autoria do Arq. Joaquim Norte Júnior, famoso nome da arquitectura portuguesa, que nos princípios e meados do século XX fo...

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL

«EM TEMPO DE FEIRA»       Principia amanhã, dia 15 de Outubro (6ª feira) prolongando-se. durante 9 dias, até ao dia 25 a tradicional e secular «Feira  de Santa Iria», sem dúvida o mais antigo e maior evento que no ciclo das «Feiras Outonais» decorre no Algarve.       O vasto Largo de São Francisco, no tempo da presidência camarária de Luís Coelho sofreu importantes obras de qualificação para o efeito volta assim a conhecer aquele intenso movimento que só o certame lhe proporciona, recebendo muitos milhares de visitantes farenses, como de todo o Algarve e de outras regiões do País. Iniciada a sua valorização nos anos 60 do século XX, quando a presidência autárquica era do falecido dr. Luís Gordinho Moreira, a «Feira de Santa Iria» continua plena de vivacidade e de participação.        É certo que já não existem os circos («barracões», como eram chamados, com grandes afluência sobretudo quando eram dia de «dama e cavalheiro») e de que...
CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE UMA EDIÇÃO QUE SE IMPÕE     A ideia vem expressa no excelente livro, recentemente publicado «A pesca do atum no Algarve», da autoria do veterano jornalista tavirense Ofir Renato das Chagas, que é uma enciclopédia admirável sobre esta riqueza da nossa Região. Foi na sua apurada leitura que respigámos a ideia que motiva este apontamento.      Refere Ofir Chagas a obra do Comandante Salvador Mendes, um notável oficial da Armada e um dos mais ilustres filhos da Fuseta que escreveu uma importante obra sobre a pesca dos tunídeos. Na altura capitaneava a Capitania do Porto de Tavira, o concelho algarvio sem dúvida, nesse tempo, com mais supremacia nas armações fixas.     Só que a referida obra apenas foi dactilografa, pelo que existem meia dúzia de exemplares, verdadeiras raridades bibliográficas. Existe, deste modo, todo o interesse, oportunidade e conveniência em proceder à edição tipográfica da mesma.     Para...
A MINHA VIDA O meu coração não pára de bater Com as amarguras mais sentidas Com tantas mágoas recolhidas  Que sinto neste meu triste viver!   Vivo sempre em constante sofrer  A tristeza a dominar as nossas vidas Meus sonhos e ilusões já perdidas E o coração sempre a padecer... Parece a mais cruel sentença.... De sentir a dor, o mal e a doença Na vida que levo o meu dia a dia... Porque oh! Meu Deus sofrer tanto assim Com a minha vida que está no fim... Sentir perder toda a minha alegria! Maria José Fraqueza 
SE EU PUDESE.. Se eu pudesse ter o mundo na mão  Se os meus poemas fossem bandeiras da paz Dessa paz que.desejo em cada nação  Eu seria uma combatente audaz! Eu sou como a maré em erosão... Queria vencer o Adamastor! Que ilusão! Vejo que eu jamais serei capaz.... Sentindo a esta dor, minha paixão! Os meus poemas no abismo profundo Escondem as mágoas lá no fundo Em batidas maus fortes no rochedo  Apenas no coração a dor sentida Vão eles na Barca da minha vida Leva pra bem longe o meu segredo! Maria José Fraqueza