Mensagens

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL O «MURAL DA PAZ» EM ESTOI Cremos que é o primeiro a erguer-se em terras algarvias onde o Rotary Internacional tem implantação. É um avançar com uma campanha dos Roctaratis Clubes (uma avenida daquele movimento criado por Paul Harris, destinado a jovens, estudantes ou trabalhadores com mais de 18 anos idade e cujo objectivo é o desenvolvimento de projectos humanitários e de liderança. Foi o Rotaract do Rotary Clube Internacional Palácio de Estoi quem projectou e concretizou este «Mural da Paz». Nele figuram as bandeiras de todos os países do Mundo numa concertada acção em prol da paz na Terra e o afastamento desse terrível flagelo, cada dia mais próximo de ser uma realidade que é a indesejável III Guerra Mundial. Situa-se junto ao «Posto da Paz», naquela aldeia do concelho de Faro e é um despertar da gente nova para um propósito comum «a todos os homens de boa vontade» - a paz entre todos os povos. Esta tem de ocorrer, antes de mais, no interior de cada um, pel...
CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL O CÉSAR, PINTOR DE PROFISSÃO E ARTISTA TEATRAL  É uma das figuras populares da minha Ribeira. Homem feito e chefe de família quando eu era um gaiato, distribuía a sua vida entre o trabalho, de que era como meu saudoso Pai, requisitado pintor da construção civil e o palco, onde foi anos seguidos um aplaudido amador. O seu palco por excelência, onde maioritariamente exibia as sua inatas qualidades histriónicas era o do extinto Clube Recreativo 20 de Janeiro, na Rua do Alportel. Ali tive, desde menino e moço, de ver o artista César em «dramas de faca e alguidar» ou em comédias, desta feita de chorar a rir. Era um tempo em que pontificavam no teatro local os consagrados José Féria Pavão e João Veríssimo, merecidamente com os seus nomes a figurarem na toponímia local. O César, pintor de profissão e amador teatral por prazer, morava no início da típica Rua da Barqueta, em prédio derruído e onde hoje funciona um restaurante de cozinha oriental. Do outro lado da a...
«O ÚLTIMO A SAIR» - NOVO LIVRO DO MÁRIO ZAMBUJAL No dia 5 de Março o famoso «costeleta» MÁRIO ZAMBUJAL, para a malta apenas o «Márinho, faz 90 anos de idade. Membro destacado do célebre «2º 4ª», quando a nossa Escola ainda funcionava nas «exemplares» instalações da Rua do Município, apresentamos os nossos afectivos parabéns com os votos de muitas felicidades. Naquela data e assinalando a efeméride será lançado o novo livro assinado pelo «Márinho» - intitulado «O ÚLTIMO A SAIR». Trata-se de um policial escrito com aquele sentido de humor que é característico do Mário Zambujal.                                                              João Leal
FLORES DE MARESIA Aceita as minhas flores que te dou Aceita que são dadas com amor E quer eu seja simples como sou Ou seja poetisa sem valor!... Quer seja eu aquilo que não sou... Num canteiro plantei a minha flor... Num altar que o bom Deus abençoou E nele colocou a Luz e a Cor! Nesse meu campo belo em apogeu... Nas crianças eu vejo o que nos deu A vida, na lição de cada dia... E por isso, percorro o meu convés E na Sabedoria das Marés... Oferto minha Flor de Maresia! ................................................ Se não sabes qual é A flor da Maresia É ter na alma a Fé... Na Rota do dia a dia! Desfolha a pétala da vida Sob as ondas alterosas E levarás de vencida O mais lindo Mar de Rosas! Maria José Fraqueza 
DIA DOS NAMORADOS Recordo tempos passados  Em que éramos namorados  Na juventude passada Hoje na idade que temos Quanta saudade vivemos Percorendo a longa estrada... A nossa estradada vida Com muito amor percorrida Nos caminhos percorridos  Sempre amigos e risonhos No embalar nossos sonhos Belos momentos vividos! Foram sete a namorarar Com 13 subi ao altar  No dia do casamento  Hoje vivo a recordar... O mais sublime momento!  Pode haver amor igual É dificil encontrar... Na rota do verbo amar  Formámos o nosso lar Laços de amor maternal!  Saudo todos casais  Que sejam sempre unidos  Sempre amigos e leais  Vencendo os vendavais Nos momentos percorridos! Maria José Fraqueza 

VILARREALENSES ALTOS DIGNATÁRIOS DA IGREJA ALGARVIAJOÃO LEAL Neste nosso tempo (séculos XX e XXI) foram e são vários os nascidos em Vila Real de Santo António, que foram baptizados na igreja paroquial de Nossa Senhora da Encarnação. É muito provável que em anteriores centúrias o mesmo haja acontecido.Mas hoje queremos apenas referir aqueles que conhecemos e já nos deixaram, e felizmente os que continuam vivos.O primeiro nome que nos ocorre foi o de um «grande amigo dos pobres» e «um homem de rara inteligência». O mesmo, no que se refere à capacidade intelectual, o foi reconhecido pelo Bispo do Algarve de então, D. António Barbosa Leão, quando o vilarrealense Monsenhor Cónego Doutor António Baptista Delgado ainda frequentava o Seminário de São José, em Faro e foi frequentar a licenciatura na Universidade Pontifícia Gregoriana, a que seguiu, pelos méritos revelados o Doutoramento. Acreditamos que tal teria acontecido pela vez primeira a um natural da hoje Cidade Pombalina. Nascido em Vila Real de Santo António no dia 16 de Outubro de 1884, o «Padre Delgado» como por todos era tratado durante os quase 40 anos em paroquiou a freguesia de Nossa Senhora do Rosário (Olhão), celebrou a Primeira Missa deixou uma obra, em especial de cunho social de caracter único. Em 1915 foi nomeado Cónego da Sé de Faro e, entre 1919 e 1965 paroquiou a hoje «Cidade Cubista», onde, junto á magnificente Igreja Paroquial, no centro cívico citadino foi erigido um monumento com o busto do saudoso pároco. Cansado de uma vida exaustiva, sobretudo em prol das mais necessitados foi nos últimos anos em que viveu foi morar para o sítio da Calçada. em São Brás de Alportel, em busca dos «bons ares». Fundou, nas traseiras da Casa Paroquial, uma escola para os mais pobres (a «Escola do Padre Delgado», ainda hoje recordada - «eu andei na escola do Padre Delgado». dizem os mais idosos), assim como o Asilo dos Pobres e o Lar das Meninas Desamparadas (o hoje Centro Social de Nossa Senhora de Fátima). Onde havia um necessitado surgia sempre a mão bondosa do humilde sacerdote. Recorria a todos os métodos para angariar os meios necessários à sua acção assistencial. Dizia-se, inclusive que um dos grandes protectores era o então Presidente do Conselho Dr. Oliveira Salazar, através da sua falada governante D. Maria,Monsenhor Doutor Delgado foi um vilarrealense que fez história na História da Igreja Algarvia.Outra figura também referência do «Algarve Católico» é Monsenhor Cónego SEZINANDO de OLIVEIRA ROSA, nascido também na «Princesa do Guadiana (1911) e que foi Secretário Geral da Acção Católica Portuguesa, que no seu tempo de dirigismo conheceu uma total implantação em todas as dioceses, foi administrador da Rádio Renascença, chefiou a representação de Portugal ao Congresso Eucarístico Internacional do Rio de Janeiro, ascendeu a cónego da Sé Catedral de Faro, Vigário Geral da Diocese do Algarve, Pároco e Presidente da Santa Casa da Misericórdia de Alcantarilha, onde faleceu .Enviado para Lisboa, no tempo em que era Bispo do Algarve, o tavirense D. Marcelino António Maria Franco este vilarrealense, membro de uma conhecida família desta cidade onde o Rio Guadiana encontra o mar, prestou os mais destacados serviços à Igreja, quer na Diocese Mãe, como a nível do País.Vamos agora escrever sobre dois filhos de Vila Real de Santo António que nos nossos dias são figuras destacadas do clero diocesano. São dois dos sacerdotes do clero diocesano que mais se evidenciam, quer no aspecto de acção apostólica, como na vocação social e intelectual. Referimo-nos aos Cónegos da Sé de Faro os Reverendos Doutor MÁRIO JOSÉ SOUSA , Pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Portimão e Doutorado em Teologia Bíblica e CARLOS de AQUINO, que é Prior das Freguesias de São Francisco e de São Clemente em Loulé e responsável pelo Santuário de Nossa Senhora da Piedade («Mãe Soberana»), onde decorre uma das maiores manifestações religiosas do Sul do País. Cada leitura semanal das crónicas que assina em «A Voz de Loulé» é uma fraterna mensagem de fé e de esperança.O Cónego Doutor Mário Rodrigues de Sousa nasceu na Cidade Fronteiriça no dia 21 de Março de 1971 e ingressou aos 10 anos no Seminário de São José em Faro, sendo após a sua ordenação sacerdotal nomeado para diversas funções pastorais, entre as quais as de Pároco em Faro (Nossa Senhora da Assunção - Sé) e de Portimão (Nossa Senhora da Conceição), onde se encontra desde 2009. Em Roma obteve, com a nota máxima, o Doutoramento em Teologia Bíblica. Exerce diversas funções como Professor no Instituto Superior de Teologia, é o Responsável Diocesano pela Formação de Leigos e Presidente da Associação Bíblica de Portugal. Tem vários livros publicados e incrementado uma obra social da maior valia em prol dos mais necessitados.O Cónego MÁRIO DE AQUINO (de seu nome completo Carlos Manuel Patrício de Aquino) viu a luz do dia na Cidade fundada por D. José I e sendo seu Ministro Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal). Era o 27 de Maio de 1969 e ingressou no Seminário de São José, em Faro e foi alvo de significativa homenagem a quando do 25º aniversário da sua ordenação sacerdotal, que decorreu no Santuário da Mãe Soberana, presidida pelo Bispo do Algarve, D. Manuel Quintas. Paroquiou várias comunidades paroquiais e é o Responsável Diocesano da Liturgia. O Cónego Carlos de Aquino é autor de vários livros, quer de ordem religiosa, como de poesia.Não queremos deixar de incluir neste trabalho sobre vilarrealenses que foram e são destacadas figuras do clero algarvio, uma figura que nascido em Lagos (26 de Outubro de 1942) foi pároco naquela cidade e realizou uma valiosa obra pastoral. Trata-se do CÓNEGO DR. JOSÉ PEDRO MARTINS, que frequentou os Seminários de Almada e dos Olivais. Após a ordenação pastoreou várias paróquias na Diocese Mãe, de que foi Vigário Geral, fundou o Coro do Conservatório Regional de Faro, é um dos nomes maiores da música algarvia, quer sacra com tradicional. A Câmara Municipal de Faro distingui-o com a «Medalha de Mérito - Grau Ouro» e faleceu a 15 de Novembro de 2024 como pároco de Estoi e Santa Bárbara de Nexe. JOAO LEAL

«LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM»   «AVÕ, CONTA-ME UMA HISTÓRIA»                            IRINEU DE SOUSA MAC Nasceu na Bairrada (1948), o escritor Irineu de Sousa Mac que procurou outros destinos do que ficar preso à aldeia natal, como era ensejo dos seus progenitores. É o autor do livro «Avô, conta-me uma história», que foi apresentado na Biblioteca Sophia de Mello Breyner, em Loulé, pelo ex - eurodeputado dr. José Mendes Bota. O autor conta histórias recordando a figura e seu «alter ego», que é o avô Mac as histórias da sua terra.   «VAMOS A SANTIAGO»                     LUÍS FERREIRA Um excelente livro infantil escrito por Luís Ferreira, escritor natural do Barreiro (8 de Maio de 1970) e a residir em Alcochete e cuja apresentação foi confiada a Tiago ...