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A mostrar mensagens de setembro, 2024

CRÓNICA DE FARO. JOÃO LEAL

FARO, «CIDADE RIBEIRINHA»       Foi sempre, desde o habitante nº l, a vocação deste burgo. Tudo o apontava para uma «terra anfíbia», face às duas grandes realidades geográficas: a Ria Formosa e os campos em derredor de elevada qualidade produtiva. Conforma o referiu, há longos anos, o Professor Henrique de Barros, insuspeita autoridade mundial na matéria: «dos melhores campos nacionais a par dos barros de Beja». Eram, então, as Campinas, o Patacão, as Pontes de Marchil, etc.    Chegou, em boa hora, o caminho de ferro, nos finais do século XIX e com ele, em vez de uma esperança de progresso e crescimento, como se fosse um «cordão umbilical em torno da garganta de um feto». É que para muitos a vida férrea era um cordão inultrapassável ao amanhã da capital sulina.      O conjunto de obras anunciadas pela Vereadora Arq. Sophie Matias, a quando das comemorações do «Dia da Cidade», definem uma vocação ribeirinha para Faro, ...

«LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM»

«O PERIGOSO PACIFISTA»             JOÃO MASCARENHAS E PAULO VAZ DE CARVALHO      O livro «O perigoso pacifista» retrata avida de Adriano Correia de Oliveira, um dos membros da heróica geração dos cantautores anti-situação que em muito contribuíram para a democracia que hoje se vive em Portugal. A obra da autoria de João Mascarenhas e Paulo Vaz de Carvalho, foi apresentada em Faro, no Clube Farense, numa iniciativa da «Civis». A apresentação foi confiada a Fernando Rafael e durante a sessão foram interpretadas por Guilherme Mascarenhas (violino) e «In Versus» várias canções da autoria de Adriano Correia de Oliveira. «A CICATRIZ»              MARIA FRANCISCA GAMA        Na Biblioteca Municipal de Castro Marim foi apresentado o livro «A Cicatriz», da autoria de Maria Francisca Gama, uma obra que «nos faz ref...

A MINHA INFÂNCIA

Vivendo no meu mundo de ilusão Com bonecas brinquei a vida inteira, A boneca de trapos feita à mão, A mais fiel amiga e companheira! Recordo esses tempos que lá vão... O meu mundo infantil, a brincadeira Até joguei ao eixo e ao pião... De trapos, eu também fui costureira! Ganhei no tempo atrás aprendizagem, Nos brinquedos - a boa camaradagem Nos jogos em que aprendi a crescer... De perder e ganhar - a importância Porque já vai mais longe essa distância, Criança toda a vida...EU QUERO SER! Maria José Fraqueza

OS TANQUES DA SAUDADE

Eram dois tanques de cimento iguais Um maior e um outro mais pequeno Quando a roupa a lavar era demais... Havia sempre um clima mais ameno! A filha gostava de ajudar seus pais, Lavava no seu tanque, no terreno... A sua ajuda,  nunca seria demais A lavagem resultava mais em pleno A mãe enina a filha,  ela vê como é Lavava as fraldas do irmão  bébé Estendendo as fraldas no estendal Lágrimas de saudade em seu olhar Quando passa sempre a recordar Nas águas da ternura sem igual Maria José Fraqueza