CRÓNICA DE FARO. JOÃO LEAL
FARO, «CIDADE RIBEIRINHA» Foi sempre, desde o habitante nº l, a vocação deste burgo. Tudo o apontava para uma «terra anfíbia», face às duas grandes realidades geográficas: a Ria Formosa e os campos em derredor de elevada qualidade produtiva. Conforma o referiu, há longos anos, o Professor Henrique de Barros, insuspeita autoridade mundial na matéria: «dos melhores campos nacionais a par dos barros de Beja». Eram, então, as Campinas, o Patacão, as Pontes de Marchil, etc. Chegou, em boa hora, o caminho de ferro, nos finais do século XIX e com ele, em vez de uma esperança de progresso e crescimento, como se fosse um «cordão umbilical em torno da garganta de um feto». É que para muitos a vida férrea era um cordão inultrapassável ao amanhã da capital sulina. O conjunto de obras anunciadas pela Vereadora Arq. Sophie Matias, a quando das comemorações do «Dia da Cidade», definem uma vocação ribeirinha para Faro, ...